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Dados sobre o câncer de mama são alarmantes. Todos os anos são diagnosticados no mundo cerca de 1,7 mil novos casos. No Brasil, em 2015, 57 mil mulheres foram acometidas por essa neoplasia. Esse é o tipo que mais acomete mulheres e a taxa de mortalidade chega a 20%.
Diante desse cenário, é fundamental conhecer mais sobre essa enfermidade, tanto para preveni-la quanto para buscar tratamento precoce. De acordo com o mastologista Juarez Antônio de Sousa, as causas do câncer de mama estão relacionadas a hábitos e carga genética. “O envelhecimento, o fato da mulher não ter filho, histórico familiar comprometedor com parentes próximos que passaram pelo câncer, consumo excessivo de álcool, sobrepeso, sedentarismo, exposição a radiação ionizante, alta densidade dos tecidos mamários, estresse, dentre outros, são fatores de risco para o desenvolvimento desse tipo de carcinoma”, revela o especialista.

TRATAMENTO

O diagnóstico precoce ainda é a forma mais eficiente de tratamento. O ideal é que mulheres acima dos 40 anos façam uma consulta anualmente. “O médico fará o exame físico das mamas e pedirá a mamografia, principal método para detecção dessa neoplasia”, explica o mastologista. No entanto, talvez seja preciso realizar exames complementares, como ultrassonografia das mamas e ressonância magnética. Mulheres com histórico de câncer de mama na família “devem iniciar a bateria de exame precocemente, aos 30 anos”, aconselha.
Após o exame físico e a mamografia, quando detectada uma anormalidade, os procedimento médicos incluem a punção aspirativa por agulha fina, ou seja, a remoção rápida de uma amostra do tecido celular anormal para exame posterior.Também existe a possibilidade de retirar uma amostragem por meio de uma biópsia por agulha grossa ou “core biópsy”, quando várias camadas milimétricas de tecido são retiradas. Geralmente esse procedimento é feito coma aplicação de anestesia local e guiado por ultrassom.
Com o diagnóstico concluído, a mulher passa por uma cirurgia ou quimioterapia, seguida de radioterapia. Nos tumores iniciais, cabe a realização de uma cirurgia que pode ser a quadrantectomia (retirada somente do tumor e dos tecidos adjacentes), seguida por linfonodo sentinela (análise dos linfonodos em busca de metástase). Outra possibilidade é a mastectomia (retirada completa da mama), que pode ser seguida também pelo linfonodo sentinela ou por esvaziamento axilar (retirada dos gânglios linfáticos da axila). Nesse momento pode ser feita a reconstrução mamária. “Na ocasião são utilizados implantes de silicone ou o próprio tecido da paciente, principalmente o do abdômen e de partes próximas a mama”, conta.
Após a cirurgia, é realizada uma avaliação imunohistoquímica, na qual é possível avaliar alguns marcadores e a biologia molecular. A partir de então, é decidido se a mulher precisará dar prosseguimento ao tratamento por meio da quimioterapia, radioterapia, hormonoterapia ou pela combinação de dois ou mais desses métodos. A importância é avaliar caso a caso, individualizando a terapêutica.

PREVENÇÃO

Uma das formas de prevenir o câncer de mama é por meio da mastectomia profilática (retirada da mama antes do aparecimento da enfermidade). Essa técnica é recomendada para mulheres com histórico familiar de alto risco. “A candidata a esse procedimento deve ouvir especialistas para se informar claramente dos benefícios e limites da cirurgia”, alerta. De acordo com estudos clínicos, a efetividade desse procedimento pode alcançar de 90% a 100% na redução do aparecimento do câncer. O recomendável é que a população de risco faça um estudo genético para identificar a presença ou não da mutação genética causadora da enfermidade.
Outra forma de prevenção inclui mudança do estilo de vida. Por isso é essencial ter hábitos salutares, como a prática de exercícios físicos, a abstinência de álcool e fumo, o controle do peso, das doenças cardíacas e a diminuição do estresse, já que o fator emocional pode ser um gatilho para o desenvolvimento do câncer. “Gosto de frisar que o diagnóstico precoce é a melhor forma de prevenção. O autoexame, consultas periódicas e a mamografia podem elevar o índice de cura para 100%”,revela o mastologista.

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