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Brasília, – Há alguns anos, a grande preocupação da equipe médica em relação ao câncer era a sobrevivência dos pacientes. Atualmente, o foco do tratamento mudou e, agora, a qualidade de vida que o paciente terá durante e após o tratamento oncológico e o foco dos especialistas. A Fisioterapia Oncológica é indicada tanto no pré quanto no pós-operatório, como também ao longo de todo o tratamento.

Também é indicada para todos os casos, incluindo os cânceres de mama, tumores de cabeça e pescoço, além dos relacionados ao sistema músculo-esquelético. “A fisioterapia é fundamental no tratamento do paciente com diagnóstico de câncer ao oferecer acompanhamento às diversas alterações que podem ocorrer, mesmo diante de muitos comprometimentos que se apresentam, como: edema de membros, alterações musculares, constipação, alterações neurológicas, alterações respiratórias, dores musculares por disfunções posturais, dores teciduais e cicatriciais e dores tendinosas e articulares, alterações ósseas e alterações circulatórias”, explica a fisioterapeuta do Instituto Nacional de Câncer (Inca), Anke Bergmann.

Dentre os procedimentos fisioterapêuticos que podem ser empregados na Fisioterapia Oncológica está a drenagem linfática manual; exercícios ativos, passivos, alongamentos e resistidos - conforme cada alteração muscular que se apresenta; exercícios respiratórios, para melhor funcionamento diafragmático, pulmonar e retirada de secreções; treino de marcha, equilíbrio, entre outros.

“O tratamento fisioterapêutico também é importante durante as fases de quimioterapia e radioterapia. A atenção esta para o processo de sensibilidade do sistema imunológico”, acrescenta Bergmann. Em casos de câncer de mama, por exemplo, o grande problema é o esvaziamento ganglionar, ou seja, a retirada dos gânglios linfáticos existentes na axila. Isso dificulta na movimentação do braço, principalmente nos movimentos de abertura lateral. O tratamento auxilia na recuperação e na prevenção dos distúrbios linfáticos.

A Fisioterapia não se preocupa apenas com o local afetado pelo câncer, mas com a repercussão do problema em todo o organismo da pessoa, visualizando o paciente como um todo, além da sua autoestima, de seu sentimento e sua qualidade de vida. “A principal meta da fisioterapia oncológica é mostrar ao paciente a necessidade de retomar as atividades diárias e oferecer a ele condições para isso”, finaliza a fisioterapeuta.

Perfil- O Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO) é uma Autarquia Federal criada pela Lei nº 6316, de 17 de dezembro de 1975, que representa cerca de 140 mil profissionais e tem como objetivos a normatização e o exercício do controle ético, científico e social das atividades da Fisioterapia e da Terapia Ocupacional, das profissões de Fisioterapeuta e de Terapeuta Ocupacional e das empresas prestadoras de tais tipicidades assistenciais ao meio social.

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