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O câncer de mama cresce no Brasil em mulheres de todas as idades, mas o avanço é mais rápido em mulheres acima dos 60 anos. Levantamento feito com base nos registros da Fundação Oncocentro de São Paulo, no período de 2000 a 2008, revela que o número de novos casos em idosas cresceu 41,8% no Estado.

A Fundação Oncocentro recebe dados de 76 hospitais do Estado, incluindo o Hospital das Clínicas de São Paulo e de Ribeirão Preto, Hospital A.C. Camargo, Hospital de Barretos, Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo), entre outros. O levantamento foi realizado pelo mastologista Marcos Desidério Ricci, da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia), que analisou os 44.709 novos casos diagnosticados pela fundação durante nove anos.

Do total de casos, 44.312 foram registrados em mulheres e 397 em homens. Segundo o levantamento, 2.110 mulheres com mais de 60 anos foram diagnosticadas com câncer de mama somente no ano 2008. Oito anos antes, o número de novos casos nessa faixa etária tinha sido de 1.487, o que indica um crescimento de 41,8% no período.

Entre as mulheres de 40 a 60 anos, o número de novos registros saltou de 2.042, no ano 2000, para 2.744 em 2008, um aumento de 34,3%. Apesar do crescimento menor (na comparação com as idosas), são as mulheres de 40 a 60 anos que mais recebem diagnóstico do câncer. O levantamento mostra que, em 2008, 51% dos casos foram registrados nessa faixa etária. Já as idosas representam 39,2% dos novos casos. O restante (9,8%) são os diagnósticos da doença em mulheres com menos de 40 anos.

A idade é um dos fatores de risco para o câncer de mama, de acordo com Ricci. Além disso, o avanço mais acelerado da doença entre as mulheres com mais de 60 anos também pode ser explicado pela maior expectativa de vida da população.

Além da idade, outros fatores também aumentam o risco da doença, como a menarca (primeira menstruação) mais cedo, a menopausa tardia, o sedentarismo, a obesidade, a ansiedade, o estresse, angústia, tristeza, depressão, o tabagismo, o consumo de álcool e a reposição hormonal. O componente genético é responsável por 10% dos casos, de acordo com a SBM.


FONTE: R7

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